Evento teve lançamento da Cartilha da Indústria Criativa e painéis sobre cultura, educação, negócios e inovação dentro de empresas.
A segunda edição do Criar RS foi marcada pela conexão entre a indústria criativa e diferentes setores produtivos, na última quarta-feira (7), na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. Na ocasião, foi lançada a Cartilha da Indústria Criativa, com foco em informações que fomentem o desenvolvimento de produtos, processos, marcas e novos negócios. Além disso, painelistas do setor trouxeram exemplos práticos de como a criatividade pode transformar, inclusive, modelos tradicionais de negócios a partir de novos designs e funcionalidades.
O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, destacou que o evento e o próprio Comitê da Indústria Criativa (Comic), criado durante sua gestão, aproximam a FIERGS das diferentes realidades da economia. “A indústria gaúcha é muito diversa. Temos setores diferentes, empresas diferentes, regiões diferentes. O Comitê aproximou diferentes segmentos, trouxe novas pautas para dentro da FIERGS e criou conexões importantes com outros setores da indústria”, avaliou. Bier também pediu colaboração entre os segmentos. “União não é estar de acordo em tudo. É compreender que, mesmo com as diferenças, precisamos remar junto para o mesmo lado em nome de algo maior”, ponderou.
A coordenadora do Comic, Flávia Matzenbacher, acredita que esse tipo de evento incentiva, na prática, iniciativas do setor e dá continuidade ao trabalho do Comitê. “Temos os dados da indústria criativa, com o observatório que lançamos ano passado. Agora, temos o lançamento da Cartilha da Indústria Criativa. É muito importante esse avanço para consolidar o setor e construir políticas públicas que tragam reconhecimento, pois essas atividades econômicas têm suas especificidades e desenvolvem a cultura do país”, afirmou.
A importância da promoção do debate sobre a indústria criativa no Rio Grande do Sul foi ressaltada pela secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Claudia Sousa Leitão, que representou a ministra da Cultura, Margareth Menezes. “O Rio Grande do Sul tem sido uma liderança nessa reflexão. Cultura é desenvolvimento, PIB, inclusão. Não é possível excluir a cultura de uma agenda de desenvolvimento do país. Não somos contra o Brasil do agronegócio, da matéria prima, da indústria, mas o Brasil também é criativo. No cinema, nos games, na moda, na música”, pontuou.
Exemplo de como a criatividade pode transformar mercados e trajetórias, a empreendedora Priscilla Jennifer Machado Gomes, de Alvorada, que participou do programa Elas Criam, do Sistema FIERGS, tendo sido destaque com o negócio Garimpo Afú, estava divulgando seu trabalho no Criar RS. “O que eu faço é moda circular, sustentável e criativa. Eu tenho um público bem definido, de streetwear, do hip hop, as peças que eu customizo são únicas e quando eu chego nos eventos, sou logo reconhecida”, afirmou, ressaltando que o empreendedorismo no setor mudou a vida dela desde a pandemia.
PIB DO SETOR – O PIB criativo brasileiro alcançou R$ 393,3 bilhões em 2023, enquanto a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2025 aponta cerca de 1,3 milhão de vínculos em ocupações criativas no país, sendo 82,5 mil no RS, que ocupa a quinta posição nacional.
Nesta quinta-feira (8), a programação continua com a 1ª Rodada de Conexões e Negócios da Indústria Criativa, reunindo os projetos selecionados, players e convidados, conforme o regulamento. A rodada será realizada na sede do Sistema FIERGS. (fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema Fiergs).
