{"id":12371,"date":"2026-03-02T14:55:43","date_gmt":"2026-03-02T17:55:43","guid":{"rendered":"https:\/\/anoticiadovale.com.br\/?p=12371"},"modified":"2026-03-03T15:18:53","modified_gmt":"2026-03-03T18:18:53","slug":"discussao-sobre-fim-da-escala-6x1-deve-ser-feita-depois-das-eleicoes-defende-deputado-de-sc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiadovale.com.br\/index.php\/2026\/03\/02\/discussao-sobre-fim-da-escala-6x1-deve-ser-feita-depois-das-eleicoes-defende-deputado-de-sc\/","title":{"rendered":"Discuss\u00e3o sobre fim da escala 6&#215;1 deve ser feita depois das Elei\u00e7\u00f5es, defende deputado de SC"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Para Jorge Goetten (Republicanos-SC), as disputas eleitorais inflamam e prejudicam o debate sobre mudan\u00e7as na jornada de trabalho.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) defendeu o adiamento do debate sobre mudan\u00e7as na escala 6&#215;1 no Congresso Nacional. Para o parlamentar, a discuss\u00e3o precisa ocorrer ap\u00f3s as Elei\u00e7\u00f5es Gerais de 2026, para evitar contamina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e garantir equil\u00edbrio entre os interesses de trabalhadores e empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s, no m\u00ednimo, temos que jogar, transferir essa discuss\u00e3o para depois das Elei\u00e7\u00f5es. Para, com serenidade, os congressistas, n\u00f3s deputados e senadores que representamos os 220 milh\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o, discutirmos essa pauta, que \u00e9 importante, com equil\u00edbrio e que traga benef\u00edcios para o empregado e para o patr\u00e3o\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o ocorre no momento em que a proposta come\u00e7a a avan\u00e7ar formalmente na C\u00e2mara dos Deputados. Na ter\u00e7a-feira (24), o deputado Paulo Azi (Uni\u00e3o-BA) foi designado relator na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) da mat\u00e9ria que trata do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A CCJ deve analisar a admissibilidade de duas propostas que tramitam apensadas: a PEC 8\/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221\/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Se forem consideradas admiss\u00edveis, as propostas seguem para uma comiss\u00e3o especial e, posteriormente, para vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Impactos &#8211; <\/em><\/strong>\u00c0 medida que as discuss\u00f5es sobre mudan\u00e7as na escala de trabalho avan\u00e7am na C\u00e2mara dos Deputados, o setor empresarial acompanha a tramita\u00e7\u00e3o com cautela. A Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende que qualquer mudan\u00e7a no atual modelo de jornada de trabalho seja precedida de uma an\u00e1lise t\u00e9cnica aprofundada. A entidade alerta que o fim da escala 6&#215;1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos negativos para o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais pontos de aten\u00e7\u00e3o, est\u00e3o o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contrata\u00e7\u00f5es adicionais, a redu\u00e7\u00e3o da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior entre micro, pequenas e m\u00e9dias empresas, que possuem menor capacidade de absorver mudan\u00e7as repentinas na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a CACB, setores como com\u00e9rcio, turismo, alimenta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os essenciais seriam diretamente afetados, j\u00e1 que operam com hor\u00e1rios estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que pa\u00edses desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores por contarem com alta produtividade \u2014 realidade ainda distante no Brasil. \u201cQuando voc\u00ea reduz a carga hor\u00e1ria, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo ser\u00e1 repassado ao mercado\u201d, destaca o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a entidade, um trabalhador brasileiro leva, em m\u00e9dia, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos. Grau de escolaridade, infraestrutura e tecnologia s\u00e3o os principais fatores para essa diferen\u00e7a. Al\u00e9m disso, o empreendedor no Brasil j\u00e1 enfrenta desafios relacionados \u00e0 carga tribut\u00e1ria e custos trabalhistas, o que exige cautela na ado\u00e7\u00e3o de novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Argumentos &#8211; <\/em><\/strong>O principal argumento utilizado pelos defensores do fim da escala 6&#215;1 \u00e9 o ganho \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica e mental dos trabalhadores, al\u00e9m de melhor equil\u00edbrio entre o lado profissional e o pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia devem atingir tamb\u00e9m os trabalhadores, com aumento do pre\u00e7o das mercadorias e servi\u00e7os, ainda que variem conforme o setor, o porte da empresa e o modelo a ser implementado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a CACB, o caminho mais equilibrado passa pelo di\u00e1logo entre governo, Congresso, trabalhadores e empres\u00e1rios, al\u00e9m da busca por alternativas como a flexibiliza\u00e7\u00e3o de jornadas, acordos coletivos e modelos adapt\u00e1veis \u00e0 realidade de cada atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses riscos, segundo Goetten, n\u00e3o est\u00e3o bem mapeados, o que mostra que a discuss\u00e3o est\u00e1 prematura e deve ser mais debatida. \u201cAs pessoas querem a oportunidade. Oportunidade para trabalhar, oportunidade para ter o lazer, mas com uma seguran\u00e7a de ter o seu emprego garantido. E essa seguran\u00e7a n\u00f3s n\u00e3o temos. Eu acho que n\u00f3s vamos criar mais problemas ainda para o nosso trabalhador brasileiro\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o tema segue em an\u00e1lise no Congresso Nacional, a CACB refor\u00e7a que qualquer mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista deve ser constru\u00edda com base em dados t\u00e9cnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avan\u00e7os sociais sem comprometer a gera\u00e7\u00e3o de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e1lculos publicados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) nesta semana estimam que a adequa\u00e7\u00e3o para a nova jornada de trabalho pode custar at\u00e9 R$ 235,8 bilh\u00f5es anuais ao setor de servi\u00e7os, que \u00e9 respons\u00e1vel por dois ter\u00e7os do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o levantamento, os setores de com\u00e9rcio e de turismo seriam os mais prejudicados, com preju\u00edzos de R$ 122,4 bilh\u00f5es e R$ 10,9 bilh\u00f5es, respectivamente, caso a mudan\u00e7a ocorra. A CNC tamb\u00e9m prev\u00ea aumentos nos pre\u00e7os e impactos negativos no emprego e na produ\u00e7\u00e3o dos setores.<em> (fonte: Brasil 61).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Jorge Goetten (Republicanos-SC), as disputas eleitorais inflamam e prejudicam o debate sobre mudan\u00e7as na jornada de trabalho. O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) defendeu o adiamento do debate sobre mudan\u00e7as na escala 6&#215;1 no Congresso Nacional. 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