{"id":10790,"date":"2025-10-18T19:40:17","date_gmt":"2025-10-18T22:40:17","guid":{"rendered":"https:\/\/anoticiadovale.com.br\/?p=10790"},"modified":"2025-10-18T19:40:17","modified_gmt":"2025-10-18T22:40:17","slug":"mortalidade-por-cancer-de-mama-cai-89-no-rs-em-2024-apesar-de-estado-possuir-terceira-maior-incidencia-da-doenca-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiadovale.com.br\/index.php\/2025\/10\/18\/mortalidade-por-cancer-de-mama-cai-89-no-rs-em-2024-apesar-de-estado-possuir-terceira-maior-incidencia-da-doenca-no-pais\/","title":{"rendered":"Mortalidade por c\u00e2ncer de mama cai 8,9% no RS em 2024, apesar de Estado possuir terceira maior incid\u00eancia da doen\u00e7a no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Dados s\u00e3o do Boletim Epidemiol\u00f3gico do C\u00e2ncer de Mama divulgado nesta sexta (17).<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o Rio Grande do Sul apresentou queda de 8,9% nos \u00f3bitos de mulheres em decorr\u00eancia do c\u00e2ncer de mama, mesmo registrando a terceira maior incid\u00eancia da doen\u00e7a no pa\u00eds, com 4.842 novos casos. Foram 1.399 falecimentos em 2024 contra 1.536 de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados preliminares fazem parte da edi\u00e7\u00e3o de 2025 do Boletim Epidemiol\u00f3gico da Situa\u00e7\u00e3o do C\u00e2ncer de Mama no Estado do RS. O material foi divulgado nesta sexta-feira (17\/10) pela Secretaria da Sa\u00fade (SES) como parte das a\u00e7\u00f5es do Outubro Rosa, m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o e do diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n\n\n\n<p>No total de casos da doen\u00e7a, o Rio Grande do Sul aparece atr\u00e1s de S\u00e3o Paulo (14.327) e Minas Gerais (6.575). De acordo com o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), foram 1.122 casos a mais do que a m\u00e9dia de 3.720 esperados para o tri\u00eanio 2023-2025 no Estado, uma diferen\u00e7a de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o resultado dos \u00f3bitos, de 24,2 por 100 mil mulheres, ficou abaixo da previs\u00e3o para o ano passado (25,4 por 100 mil mulheres) \u2013 foram 137 mortes a menos do que o previsto. O n\u00famero \u00e9 inferior tamb\u00e9m aos registros de 2022 (24,8) e de 2023 (26,5). Tamb\u00e9m houve revers\u00e3o na alta dos \u00f3bitos registrada em 2023 (1.536) em rela\u00e7\u00e3o a 2022 (1.435).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado, no entanto, varia conforme o crit\u00e9rio ra\u00e7a\/cor. Entre a popula\u00e7\u00e3o branca, foram 27,86 \u00f3bitos de mulheres por 100 mil, ficando acima da meta estadual e do resultado geral. A taxa entre mulheres pardas foi de 10,02 por 100 mil e pretas, de 20,37 por 100 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando o ano de 2023 a 2024, houve queda de 2,97 pontos percentuais (de 30,83 para 27,86) na taxa de mortalidade da popula\u00e7\u00e3o branca, enquanto na popula\u00e7\u00e3o parda houve aumento de 1,02 (de 9 para 10,02). Na popula\u00e7\u00e3o negra, ocorreu queda de 2,48 (de 22,85 para 20,37).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>SER Mulher RS<\/em><\/strong> &#8211; Entre as a\u00e7\u00f5es do governo do Estado para prevenir o c\u00e2ncer de mama e diminuir a mortalidade est\u00e1 o SER Mulher RS. Os ambulat\u00f3rios dos Servi\u00e7os Especializados de Refer\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade da Mulher disponibilizam atendimento especializado em linhas de cuidado da sa\u00fade da mulher, como c\u00e2ncer de mama e de \u00fatero, problemas de endometriose\/miomatose, infertilidade, planejamento reprodutivo e climat\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O SERMulher oferece cuidado integral, desde a preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade at\u00e9 o diagn\u00f3stico e tratamento dos agravos das mulheres. O objetivo \u00e9 reduzir a mortalidade por c\u00e2ncer de colo uterino e mama, otimizando o tempo entre a diagn\u00f3stico da doen\u00e7a e o in\u00edcio do tratamento. Tamb\u00e9m possibilita o encaminhamento das pessoas com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer para os servi\u00e7os de oncologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Incid\u00eancia em queda &#8211; <\/em><\/strong>A taxa de incid\u00eancia de c\u00e2ncer de mama no Estado foi de 83,79 casos novos para cada 100 mil mulheres em 2024, com ligeira queda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia no ano anterior, que foi de 89,53 por 100 mil. O maior n\u00famero de casos novos de c\u00e2ncer de mama se concentrou em mulheres entre 50 e 69 anos, com 49,2% do total de casos. Essa \u00e9 justamente a faixa et\u00e1ria em que s\u00e3o mais frequentes e recomendados os exames de rastreamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda maior incid\u00eancia \u2013 20,3% \u2013 ocorreu na popula\u00e7\u00e3o feminina entre 40 e 49 anos, enquanto no grupo de mulheres acima de 74 anos os casos equivaleram a 11,7% do total.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a maior popula\u00e7\u00e3o feminina do Estado, Porto Alegre concentra o maior n\u00famero de casos registrados, com uma incid\u00eancia de 82 novos casos por 100 mil mulheres. A maior taxa de incid\u00eancia, contudo, foi no munic\u00edpio de Guabiju, na Serra, com 571,43 por 100 mil. J\u00e1 no caso da mortalidade por c\u00e2ncer de mama, Vista Alegre do Prata (257,07 por 100 mil), S\u00e3o Domingos do Sul (214,9) e Chapada (201,33) t\u00eam as maiores taxas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Baixa cobertura<\/em><\/strong> &#8211; De acordo com o boletim, a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, rastreamento, diagn\u00f3stico precoce e in\u00edcio do tratamento em tempo oportuno contribuem para o aumento da taxa de sobreviv\u00eancia. No Estado, segundo o Inca, a taxa de cobertura (porcentagem de mulheres que fizeram uma mamografia para o rastreamento do c\u00e2ncer de mama) \u00e9 de 26%. O \u00edndice fica abaixo do recomendado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), ainda que levemente acima da taxa de cobertura no pa\u00eds (24%).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es de Sa\u00fade das Arauc\u00e1rias (46%) e do Alto Uruguai (39%) apresentam as maiores coberturas no Rio Grande do Sul, enquanto no Pampa (13%) e na regi\u00e3o Carbon\u00edfeira (15%) foram registradas as menores.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Sobre a doen\u00e7a &#8211; <\/em><\/strong>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 uma doen\u00e7a causada pela multiplica\u00e7\u00e3o desordenada de c\u00e9lulas anormais na mama, formando um tumor. Exclu\u00eddo o c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma, \u00e9 o tipo de c\u00e2ncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, sendo tamb\u00e9m uma das principais causas de mortalidade na popula\u00e7\u00e3o feminina do Estado. O diagn\u00f3stico e o tratamento precoces, no entanto, aumentam as chances de cura e de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A fim de diminuir os \u00f3bitos por c\u00e2ncer de mama, a\u00e7\u00f5es de controle da doen\u00e7a s\u00e3o fundamentais. Entre elas est\u00e3o a promo\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico precoce e o rastreamento da popula\u00e7\u00e3o-alvo, ou seja, \u00e9 importante verificar o c\u00e2ncer de mama em est\u00e1gios iniciais em pessoas assintom\u00e1ticas&#8221;, explica a analista em Sa\u00fade Franciele Vasconcellos, da Se\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade da Mulher do Departamento de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria e Pol\u00edticas de Sa\u00fade (Dapps) da SES. <em>(fonte: Ascom SES).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados s\u00e3o do Boletim Epidemiol\u00f3gico do C\u00e2ncer de Mama divulgado nesta sexta (17). 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