Gesto simples pedindo socorro pode ajudar a salvar mulheres vítimas de violência doméstica

Evidência

Sinalização já auxiliou diversas mulheres que conseguiram pedir ajuda a pessoas próximas em momentos de risco.

Uma sinalização discreta pode ser suficiente para salvar a vida de uma mulher. Com esse objetivo, a organização não governamental Canadian Women’s Foundation desenvolveu o #SignalforHelp (Sinal por ajuda). Criada por uma agência de publicidade durante a pandemia de covid-19, a ação chamou atenção para o aumento dos casos de violência doméstica e ofereceu mais uma ferramenta de proteção às mulheres.

O gesto ganhou popularidade nas redes sociais e passou a ser usado mundialmente após a campanha. Desde então, já ajudou a salvar a vida de diversas mulheres que conseguiram, de forma silenciosa, pedir ajuda a pessoas próximas em momentos de risco.

A sinalização é feita em três etapas: primeiro, a vítima mostra a palma da mão aberta voltada para fora; em seguida, dobra o polegar para dentro da mão; e, por fim, fecha os outros dedos sobre o polegar, simbolizando a sensação de estar presa ou confinada. O gesto deve ser direcionado à pessoa a quem se pede ajuda, de forma discreta e segura.

Para denunciar ou pedir ajuda em casos de violência doméstica, basta ligar para a Brigada Militar, no telefone 190, ou no Disque Denúncia da Polícia Civil, no 181.

Rede de proteção às mulheres – O Rio Grande do Sul está virando a chave no combate aos feminicídios e à violência doméstica. Uma série de medidas passaram a ser adotadas para reduzir os indicadores e encarar um problema que afeta muitas mulheres.

Medida Protetiva de Urgência – Em abril deste ano foi lançada a Medida Protetiva de Urgência (MPU) on-line, possibilitando às vítimas o registro da ocorrência e a requisição da medida protetiva de urgência pelo celular ou computador. Desde o lançamento, foram solicitadas 3.008 MPUs on-line.

Novas Delegacias da Mulher e Salas das Margaridas – Novas Delegacias da Mulher (Deams) foram criadas e houve aumento no efetivo responsável pelo combate a este tipo de crime, além da implantação de terminais de autoatendimento e melhorias na triagem, reduzindo o tempo médio de espera. Também foram inauguradas mais Salas das Margaridas, espaços destinados ao suporte de mulheres vítimas de violência.

Patrulhas Maria da Penha –  Desde 2012, as Patrulhas Maria da Penha, da Brigada Militar, fiscalizam se as MPUs estão sendo cumpridas e verificam a situação familiar das mulheres atendidas. De janeiro a julho de 2025, a BM incluiu 19.020 vítimas de violência no programa, realizando 40.753 visitas e 291 palestras preventivas e informativas, e efetuando 134 prisões por descumprimento de medida protetiva.

Monitoramento de agressores – O governo adotou o Programa de Monitoramento do Agressor, em que é possível acompanhar em tempo real a movimentação de agressores e vítimas, evitando uma aproximação entre eles. O agressor recebe uma tornozeleira eletrônica, enquanto a vítima possui um smartphone com aplicativo de alerta e rastreamento.

Os equipamentos operam de forma integrada, caso o agressor se aproxime da vítima, alertas automáticos são acionados, permitindo resposta imediata por parte das autoridades competentes. Atualmente, o sistema contabiliza 498 monitorados e 485 vítimas conectadas pelo celular, garantindo proteção em tempo real. Desta forma, o Estado fortalece uma rede de proteção que combina tecnologia, agilidade e resposta integrada do sistema de justiça e segurança pública.

Compartilhamento de informações entre pastas – Em maio, a SSP firmou um termo de cooperação com a Secretaria da Saúde, buscando facilitar o acesso recíproco a informações e oferecer celeridade, caso uma possível vítima de violência doméstica seja atendida em uma unidade de saúde.(fonte: Ascom Seduc).